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Psicoterapia online

Historicamente, o desenvolvimento dos procedimentos adotados para realizar os serviços clínicos em meios virtuais é mais avançado na Europa e nos Estados Unidos da América. Neste país, por meio da APA (American Psychiatric Association) foram elencadas diretrizes para orientar o trabalho dos Psicólogos nos diversos formatos de consultas pela internet: correio eletrônico individual; chat exclusivamente por escrito; videoconferência, com uso simultâneo de texto escrito; escuta telefônica e vídeo conferencia; linha telefônica 906 especifica e paga; chat de texto e chat multimídia; serviços psicológicos preventivos de tipo educativo: páginas web de autoajuda, grupos de discussão e noticias.

Rodrigues (2014) afirma que nos Estados Unidos da América do Norte, a psicoterapia “on-line” é permitida, mas existem restrições, estabelecidas por legislações estaduais. Para um terapeuta atender pela “internet” restringe-se à localização geográfica do registro profissional dele: se for registrado no Alabama, só poderá atender pessoas que estejam no Alabama. Cada estado norte-americano tem suas próprias regras (p.21).

No Brasil, a instituição responsável pela regulamentação dos serviços psicológicos em meios virtuais é o Conselho Federal de Psicologia (CFP) que emitiu as resoluções: nº 003/2000; nº 010/2003; a nº012/2005; a nº 011/ 2012; e, no dia 11 de maio de 2018 publicou a Resolução de nº 11/2018, revogando a anterior.  (http://site.cfp.org.br/).  Todavia, a publicação não encerrou as dúvidas e as controvérsias quanto ao manejo clínico em meios virtuais, e acerca da inclusão de criptografia, e programas para o atendimento psicológico síncrono e assíncrono.